Sérgio Palmerston

Para quem é

Antes de escrever, veja se o meu trabalho serve para a sua empresa.

A página inicial descreve o problema. Esta aqui existe para você decidir. Prefiro perder um contato nesta página a descobrir na terceira reunião que o momento da empresa era outro.

Quem costuma me procurar

  • O fundador ou controlador

    Construiu a empresa, ainda decide quase tudo e percebeu que o próprio calendário virou o limite do crescimento. Em geral chega quando a sucessão deixou de ser assunto distante.

  • O sucessor que já assumiu uma área

    Tem responsabilidade, não tem alçada, e precisa de um combinado escrito para trabalhar sem atropelar quem o formou. Costuma ser quem primeiro sente falta de indicador confiável.

  • O diretor ou executivo que responde pela operação

    Faz a empresa girar, presta contas a uma família de sócios e precisa que a régua de decisão seja a mesma para todos. Procura quem organize a informação e o fórum onde ela é discutida.

  • O conselheiro ou o assessor que indica

    Advogados, contadores e conselheiros que atendem a família há anos e identificam um problema de gestão que não é do escopo deles. Costuma ser esse profissional quem faz a ponte.

Momentos em que o trabalho costuma render

  • O crescimento passou do controle informal

    A empresa dobrou de tamanho com o mesmo jeito de decidir de quando cabia todo mundo em uma sala. O que funcionava por proximidade agora vira retrabalho e ruído.

  • A próxima geração está entrando

    Um ou mais herdeiros assumiram função na empresa e a divisão de papéis ainda é combinada de boca. Este é o momento mais barato de escrever as regras, porque ninguém está em conflito ainda.

  • Há troca de comando à vista

    O fundador quer sair da operação, reduzir o ritmo ou passar a cadeira. A empresa precisa aprender a decidir sem ele antes que a saída aconteça.

  • Mais de um ramo da família é sócio

    Sócios com participações parecidas, expectativas diferentes e nenhum fórum onde essa diferença seja tratada como assunto de negócio. Costuma ser urgente antes de parecer urgente.

  • A empresa vai investir e não confia no próprio número

    Uma decisão grande está na mesa e ninguém consegue afirmar com segurança de onde vem o número que a sustenta. Organizar a informação de gestão vira pré-requisito da decisão.

Condições para o trabalho funcionar

Sem estas quatro condições, o projeto entrega documento e a empresa segue como estava.

  • Patrocínio de quem decide

    Alguém com poder de decidir precisa querer o trabalho e sustentá-lo quando ele incomodar. Consultoria contratada por quem não decide morre na primeira divergência.

  • Acesso à informação e às pessoas

    Preciso ver os números como eles são, inclusive bagunçados, e conversar com quem opera a rotina, além de quem decide. Informação filtrada produz diagnóstico errado.

  • Formalização antes de começar

    Escopo, prazo, entregável, valor e confidencialidade no papel. Isso protege os dois lados e evita a expansão silenciosa do trabalho.

  • Disposição de mudar rotina

    Papel novo sem rotina nova não muda resultado. A empresa precisa aceitar que reunião, pauta e registro passam a ocupar tempo de agenda todo mês.

Quem participa do trabalho

O núcleo é pequeno e estável: quem patrocina, quem dirige a operação e os sucessores envolvidos. Em empresas com mais de um ramo familiar, cada ramo precisa estar representado, ou o combinado nasce contestado.

Em algum momento entram quem cuida dos números do dia a dia e os responsáveis pelas áreas que vão alimentar os indicadores. Eles não decidem o desenho, mas precisam concordar que ele cabe na rotina deles.

Conselheiros, advogados e contadores da casa são convidados nos pontos em que o assunto é deles. Trabalho melhor com esses profissionais dentro da sala do que em paralelo a eles.

O que fica fora do meu escopo

  • Assumir cargo ou rotina executiva

    Eu desenho, treino e cobro; a execução continua com o time. Se o que falta é gente para operar o dia a dia, o problema é de contratação, e eu digo isso na primeira conversa.

  • Redigir o instrumento jurídico

    Acordo entre sócios, reorganização societária, holding, doação, testamento e inventário se resolvem com advocacia e contabilidade contratadas à parte. Eu organizo a decisão da família e preparo o material que o especialista vai precisar.

  • Emitir laudo, auditoria ou avaliação de ativos

    Quando o caso pede opinião independente sobre valor ou sobre demonstração contábil, a empresa contrata quem tem essa habilitação. Eu leio o resultado com a família e ajudo a decidir com ele na mão.

  • Mediar conflito familiar já instalado

    Desentendimento que passou do ponto da conversa de trabalho pede mediação familiar com profissional habilitado, contratada à parte. Eu sigo no que é gestão e governança, e digo antes de começar quando a mediação precisa vir primeiro.

Três sucessões que costumam ser tratadas como uma só

Boa parte da confusão em empresa familiar vem de misturar estas três conversas. Elas têm prazos, participantes e instrumentos diferentes.

  1. Escopo do meu trabalho

    Sucessão executiva — quem dirige a empresa

    Qual cargo, com quais competências, em qual prazo, preparado por quem e avaliado como. É a única das três que se resolve dentro da empresa, com plano de formação e prestação de contas.

  2. Decisão da família, instrumento com especialista

    Sucessão societária — quem é dono e sob quais regras

    Entrada e saída de sócio, direito de voto, o que acontece quando alguém quer vender. Eu conduzo a família até a decisão e escrevo a pauta; o acordo entre sócios é redigido por advocacia contratada à parte.

  3. Instrumento jurídico e tributário com especialista

    Sucessão patrimonial — como os bens passam

    Holding, doação, testamento e o custo tributário de cada caminho. É trabalho de advocacia e contabilidade independentes; eu entro para que a decisão chegue madura à mesa do especialista, e não o contrário.

Cinco perguntas antes de me escrever

Responda mentalmente. Elas são as mesmas que eu faço na conversa inicial.

  1. Existe alguém com poder de decidir que quer este trabalho e vai sustentá-lo quando ele incomodar?
  2. A empresa está disposta a me mostrar os números que já tem, mesmo bagunçados?
  3. As pessoas que decidem topam sentar na mesma sala e combinar regra por escrito?
  4. Há um prazo ou um evento empurrando a decisão: entrada de sucessor, troca de comando, crescimento que passou do controle?
  5. A empresa aceita que a mudança leva meses e cobra rotina nova, além de documento novo?

Se as três primeiras respostas foram sim, a conversa inicial vale o tempo dos dois. Se alguma delas foi "não sei", a conversa serve exatamente para isso. Se a primeira foi não, o trabalho ainda não tem onde se apoiar, e o melhor uso do seu tempo é construir esse patrocínio antes. Se a quarta foi não, o assunto é real, mas ainda não está maduro — a conversa rende mais quando houver um prazo ou um evento por trás dela. Se a quinta foi não, vale alinhar antes que profissionalização é rotina nova, não só documento novo; sem essa aceitação, o trabalho tende a parar no papel.

Reconheceu a sua empresa em boa parte desta página?

Escreva contando o que está acontecendo e por que agora. Eu leio pessoalmente e respondo com uma leitura franca de aderência.

A conversa inicial verifica aderência. O Diagnóstico de Gestão e Continuidade é a primeira etapa contratada.