Sérgio Palmerston

Como ajudo

O trabalho começa pela decisão que a empresa já vai ter de tomar.

Três frentes, uma porta de entrada e fronteiras declaradas. Esta página mostra as perguntas que eu faço e os artefatos que ficam na empresa depois que eu saio.

A agenda de continuidade

Toda empresa familiar tem uma lista de decisões que vai ter de tomar de qualquer jeito. Quem assume quando o fundador sair da operação. Qual número autoriza um investimento e quem pode dizer sim. O que acontece se um sócio quiser vender a parte dele. Quem responde por uma área quando dois herdeiros a disputam.

Essas decisões acontecem de dois modos. Por escolha, com tempo, informação e gente preparada. Ou por acidente, no meio de uma crise, de um afastamento inesperado ou de um desentendimento entre sócios, quando a pressa e a mágoa decidem no lugar do critério.

O meu trabalho é escrever essa lista com a família, colocá-la em ordem e tratá-la enquanto ainda há tempo. A profissionalização é o meio: informação de gestão para que a decisão tenha base, governança para que ela tenha dono, preparação para que ela sobreviva à troca de geração.

As três frentes

Elas quase nunca são contratadas isoladas, porque uma sustenta a outra. Em cada frente estão as perguntas que abrem o assunto e o que fica de concreto na empresa.

  • Gestão baseada em dados

    Fazer a empresa discutir a decisão em vez de discutir a planilha.

    Perguntas que abrem a frente

    • Qual número esta empresa olha antes de decidir, e ele existe em algum lugar além da cabeça de alguém?
    • Quando o mês fecha, quanto tempo leva até alguém saber como foi?
    • Duas áreas que olham o mesmo assunto chegam ao mesmo número?

    O que fica na empresa

    • Lista curta de indicadores para decisão, cada um com dono, origem, periodicidade e a pergunta que ele responde.
    • Um painel ou relatório único, alimentado pelo que a empresa já produz, sem sistema novo como pré-requisito.
    • Rotina de leitura definida: quem apresenta, para quem, com que frequência e o que se decide ali.
  • Governança

    Quem decide o quê, até que valor, em qual fórum e com que registro.

    Perguntas que abrem a frente

    • Quem pode aprovar uma compra de determinado valor sem consultar mais ninguém?
    • Onde se decide assunto de sócio, e onde se decide assunto de gestão?
    • O que foi combinado na última reunião está escrito em algum lugar que as pessoas consultam?

    O que fica na empresa

    • Mapa de papéis e responsabilidades separando família, propriedade e gestão, com nome e função em cada posição.
    • Tabela de alçadas de decisão por tipo de assunto e por valor.
    • Calendário de fóruns e cadências, com pauta padrão, participantes e registro de decisão.
  • Continuidade e sucessão

    Preparar a passagem de comando antes de ela ser inevitável.

    Perguntas que abrem a frente

    • Se o fundador ficar três meses fora, o que para de andar na empresa?
    • O sucessor está sendo preparado para exercer um cargo ou para um dia herdar uma cota?
    • A família já combinou como se entra e como se sai da sociedade?

    O que fica na empresa

    • Plano de sucessão executiva: cargo, competências exigidas, prazos, quem forma e quem avalia.
    • Agenda de continuidade com as decisões que a família precisa tomar e a ordem em que elas serão tratadas.
    • Pauta preparada para o especialista quando o passo seguinte for instrumento jurídico ou tributário, coordenado com profissionais independentes — advocacia e contabilidade são contratações distintas.

    Quando o passo seguinte envolve instrumentos patrimoniais e sucessórios, a condução passa a ser conjunta com Cynthia Palmerston, advogada. Sucessão patrimonial

Conversa inicial e diagnóstico

São duas coisas diferentes, e a confusão entre elas custa tempo dos dois lados. A conversa é gratuita e serve para verificar aderência. O diagnóstico é a primeira etapa contratada.

Conversa inicial

Gratuita

Para que serve
Entender o momento da empresa e dizer com franqueza se o meu trabalho é aderente a ele.
Como acontece
Uma conversa comigo, remota ou presencial, sem material preparado da sua parte.
O que você leva
Uma leitura honesta sobre aderência, incluindo o "não é o seu caso" quando for, e a indicação de outro caminho quando eu conhecer um melhor.
O que não sai daí
Diagnóstico, parecer, plano de ação ou promessa de resultado. Nada disso se faz de fora da empresa.

Diagnóstico de Gestão e Continuidade

Primeira etapa contratada

Para que serve
Retratar como a empresa decide hoje, apontar as lacunas de informação e de governança e definir a ordem de ataque.
Como acontece
Entrevistas com quem decide, leitura dos números que a empresa já tem e observação das rotinas de decisão, com escopo e prazo fechados no contrato.
O que você leva
Documento com o retrato atual, as lacunas priorizadas, o que dá para resolver sem projeto e a proposta de sequência para o que exigir.
O que não sai daí
Implantação. O diagnóstico define o que fazer e em que ordem; executar é o degrau seguinte, e nem toda empresa precisa contratá-lo comigo.

Os quatro degraus

A contratação é modular e sempre entra pelo primeiro degrau. Cada um termina com entregável próprio, e a empresa decide se continua.

  1. Degrau 1

    Diagnóstico de Gestão e Continuidade

    Escopo, prazo e entregável fechados antes de começar. É a etapa que transforma incômodo difuso em lista priorizada, e é o que permite orçar qualquer coisa depois com honestidade.

    Sempre. Nenhum degrau seguinte é contratado sem ele.

  2. Degrau 2

    Sprint de Estruturação

    Bloco curto de implantação do que o diagnóstico priorizou: o painel de indicadores, a tabela de alçadas, o calendário de reuniões, o desenho de um fórum. Trabalho junto com as pessoas da casa que vão manter aquilo depois.

    Quando a prioridade é clara e cabe em um esforço concentrado, com data para terminar.

  3. Degrau 3

    Advisory de Profissionalização

    Acompanhamento com cadência definida por um período contratado. Preparo a pauta, conduzo a reunião de gestão, registro as decisões e cobro o que ficou combinado no encontro anterior.

    Quando a estrutura existe no papel e o risco é ela não sobreviver à rotina.

  4. Degrau 4

    Projetos Especiais

    Trabalho pontual, com escopo e prazo fechados antes de começar, entregue como estudo ou relatório que sustenta uma decisão específica, sem virar operação financeira recorrente ou substituir a gestão da empresa. Duas famílias de escopo, contratadas em separado conforme a decisão em jogo.

    Estudos que sustentam uma decisão

    Valuation
    Estimativa de valor da empresa ou de uma participação, com premissas explícitas, para negociar venda, entrada de sócio ou partilha de cotas.
    Estudo gerencial de referência, não laudo de avaliação nem parecer com fé pública — quando o caso exigir laudo, entra o profissional habilitado.
    Assessoria de crédito
    Organização do pedido de crédito — estrutura, garantias e documentação — diante de uma necessidade pontual, não como gestão contínua da dívida.
    Eu assessoro a empresa; não intermedeio a operação nem recebo da instituição financeira, e a escolha do banco é da empresa.
    Análise de viabilidade econômico-financeira
    Exame de um investimento específico — abrir uma unidade, comprar um ativo, entrar num negócio novo — antes da decisão de seguir ou não, com premissas explícitas em vez de intuição.

    Governança e sucessão

    Conselho consultivo
    Composição, pauta e o que passa a subir ao fórum, quando a gestão já tem maturidade e falta um espaço formal de checagem externa.
    Decisão que antecede um acordo entre sócios
    Preparação da decisão da família antes de ela virar cláusula de um acordo entre sócios já redigido por advogado.
    Plano de sucessão executiva
    O mesmo plano da frente de continuidade, contratado como projeto isolado, sem entrar num Advisory de acompanhamento contínuo.

    Quando a questão pede um estudo específico ou um projeto pontual de governança e sucessão.

Fronteiras do trabalho

Consultoria de empresa familiar cerca de gente que também presta serviço à empresa. Deixo a divisão explícita desde o primeiro dia, porque fronteira mal desenhada gera cobrança dupla e trabalho perdido.

ComigoCom quem já cuida da rotinaCom especialistas independentes

O que eu conduzo e assino.

  • Indicadores de gestão e a leitura que sustenta a decisão.
  • Papéis e responsabilidades, alçadas de decisão, fóruns e cadências.
  • Preparação da sucessão executiva e a agenda de continuidade da família.
  • Condução do plano, com cobrança do que foi combinado.

Continua onde está, dentro da empresa ou com o prestador atual.

  • Lançamento, conciliação, folha, emissão e obrigações do dia a dia.
  • Sistema de gestão e sua manutenção.
  • Fechamento contábil e a escrituração da empresa.
  • Eu uso o que essa rotina produz e ajudo a melhorar a qualidade do dado; a operação continua com quem já cuida dela.

Contratação direta da empresa, contrato próprio, responsabilidade do profissional.

  • Acordo entre sócios e reorganização societária.
  • Holding, doação, testamento, inventário e planejamento tributário — instrumentos patrimoniais e sucessórios. Continuam sendo advocacia, contratação distinta da minha, agora com atuação conjunta ao lado de Cynthia Palmerston, advogada. Sucessão patrimonial
  • Auditoria e laudo de valor com habilitação e fé pública.
  • Mediação familiar quando o conflito passou do ponto da conversa de trabalho.
  • Eu indico quando conheço alguém adequado, preparo o material e participo das reuniões; a conta e a responsabilidade técnica são do especialista.

O caminho começa por uma conversa de aderência.

Você conta o que está acontecendo e por que agora; eu digo se o trabalho serve e por onde ele começaria na sua empresa.

A conversa inicial verifica aderência. O Diagnóstico de Gestão e Continuidade é a primeira etapa contratada.