Como ajudo
O trabalho começa pela decisão que a empresa já vai ter de tomar.
Três frentes, uma porta de entrada e fronteiras declaradas. Esta página mostra as perguntas que eu faço e os artefatos que ficam na empresa depois que eu saio.
A agenda de continuidade
Toda empresa familiar tem uma lista de decisões que vai ter de tomar de qualquer jeito. Quem assume quando o fundador sair da operação. Qual número autoriza um investimento e quem pode dizer sim. O que acontece se um sócio quiser vender a parte dele. Quem responde por uma área quando dois herdeiros a disputam.
Essas decisões acontecem de dois modos. Por escolha, com tempo, informação e gente preparada. Ou por acidente, no meio de uma crise, de um afastamento inesperado ou de um desentendimento entre sócios, quando a pressa e a mágoa decidem no lugar do critério.
O meu trabalho é escrever essa lista com a família, colocá-la em ordem e tratá-la enquanto ainda há tempo. A profissionalização é o meio: informação de gestão para que a decisão tenha base, governança para que ela tenha dono, preparação para que ela sobreviva à troca de geração.
As três frentes
Elas quase nunca são contratadas isoladas, porque uma sustenta a outra. Em cada frente estão as perguntas que abrem o assunto e o que fica de concreto na empresa.
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Gestão baseada em dados
Fazer a empresa discutir a decisão em vez de discutir a planilha.
Perguntas que abrem a frente
- Qual número esta empresa olha antes de decidir, e ele existe em algum lugar além da cabeça de alguém?
- Quando o mês fecha, quanto tempo leva até alguém saber como foi?
- Duas áreas que olham o mesmo assunto chegam ao mesmo número?
O que fica na empresa
- Lista curta de indicadores para decisão, cada um com dono, origem, periodicidade e a pergunta que ele responde.
- Um painel ou relatório único, alimentado pelo que a empresa já produz, sem sistema novo como pré-requisito.
- Rotina de leitura definida: quem apresenta, para quem, com que frequência e o que se decide ali.
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Governança
Quem decide o quê, até que valor, em qual fórum e com que registro.
Perguntas que abrem a frente
- Quem pode aprovar uma compra de determinado valor sem consultar mais ninguém?
- Onde se decide assunto de sócio, e onde se decide assunto de gestão?
- O que foi combinado na última reunião está escrito em algum lugar que as pessoas consultam?
O que fica na empresa
- Mapa de papéis e responsabilidades separando família, propriedade e gestão, com nome e função em cada posição.
- Tabela de alçadas de decisão por tipo de assunto e por valor.
- Calendário de fóruns e cadências, com pauta padrão, participantes e registro de decisão.
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Continuidade e sucessão
Preparar a passagem de comando antes de ela ser inevitável.
Perguntas que abrem a frente
- Se o fundador ficar três meses fora, o que para de andar na empresa?
- O sucessor está sendo preparado para exercer um cargo ou para um dia herdar uma cota?
- A família já combinou como se entra e como se sai da sociedade?
O que fica na empresa
- Plano de sucessão executiva: cargo, competências exigidas, prazos, quem forma e quem avalia.
- Agenda de continuidade com as decisões que a família precisa tomar e a ordem em que elas serão tratadas.
- Pauta preparada para o especialista quando o passo seguinte for instrumento jurídico ou tributário, coordenado com profissionais independentes — advocacia e contabilidade são contratações distintas.
Quando o passo seguinte envolve instrumentos patrimoniais e sucessórios, a condução passa a ser conjunta com Cynthia Palmerston, advogada. Sucessão patrimonial
Conversa inicial e diagnóstico
São duas coisas diferentes, e a confusão entre elas custa tempo dos dois lados. A conversa é gratuita e serve para verificar aderência. O diagnóstico é a primeira etapa contratada.
Conversa inicial
Gratuita
- Para que serve
- Entender o momento da empresa e dizer com franqueza se o meu trabalho é aderente a ele.
- Como acontece
- Uma conversa comigo, remota ou presencial, sem material preparado da sua parte.
- O que você leva
- Uma leitura honesta sobre aderência, incluindo o "não é o seu caso" quando for, e a indicação de outro caminho quando eu conhecer um melhor.
- O que não sai daí
- Diagnóstico, parecer, plano de ação ou promessa de resultado. Nada disso se faz de fora da empresa.
Diagnóstico de Gestão e Continuidade
Primeira etapa contratada
- Para que serve
- Retratar como a empresa decide hoje, apontar as lacunas de informação e de governança e definir a ordem de ataque.
- Como acontece
- Entrevistas com quem decide, leitura dos números que a empresa já tem e observação das rotinas de decisão, com escopo e prazo fechados no contrato.
- O que você leva
- Documento com o retrato atual, as lacunas priorizadas, o que dá para resolver sem projeto e a proposta de sequência para o que exigir.
- O que não sai daí
- Implantação. O diagnóstico define o que fazer e em que ordem; executar é o degrau seguinte, e nem toda empresa precisa contratá-lo comigo.
Os quatro degraus
A contratação é modular e sempre entra pelo primeiro degrau. Cada um termina com entregável próprio, e a empresa decide se continua.
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Degrau 1
Diagnóstico de Gestão e Continuidade
Escopo, prazo e entregável fechados antes de começar. É a etapa que transforma incômodo difuso em lista priorizada, e é o que permite orçar qualquer coisa depois com honestidade.
Sempre. Nenhum degrau seguinte é contratado sem ele.
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Degrau 2
Sprint de Estruturação
Bloco curto de implantação do que o diagnóstico priorizou: o painel de indicadores, a tabela de alçadas, o calendário de reuniões, o desenho de um fórum. Trabalho junto com as pessoas da casa que vão manter aquilo depois.
Quando a prioridade é clara e cabe em um esforço concentrado, com data para terminar.
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Degrau 3
Advisory de Profissionalização
Acompanhamento com cadência definida por um período contratado. Preparo a pauta, conduzo a reunião de gestão, registro as decisões e cobro o que ficou combinado no encontro anterior.
Quando a estrutura existe no papel e o risco é ela não sobreviver à rotina.
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Degrau 4
Projetos Especiais
Trabalho pontual, com escopo e prazo fechados antes de começar, entregue como estudo ou relatório que sustenta uma decisão específica, sem virar operação financeira recorrente ou substituir a gestão da empresa. Duas famílias de escopo, contratadas em separado conforme a decisão em jogo.
Estudos que sustentam uma decisão
- Valuation
- Estimativa de valor da empresa ou de uma participação, com premissas explícitas, para negociar venda, entrada de sócio ou partilha de cotas.
- Estudo gerencial de referência, não laudo de avaliação nem parecer com fé pública — quando o caso exigir laudo, entra o profissional habilitado.
- Assessoria de crédito
- Organização do pedido de crédito — estrutura, garantias e documentação — diante de uma necessidade pontual, não como gestão contínua da dívida.
- Eu assessoro a empresa; não intermedeio a operação nem recebo da instituição financeira, e a escolha do banco é da empresa.
- Análise de viabilidade econômico-financeira
- Exame de um investimento específico — abrir uma unidade, comprar um ativo, entrar num negócio novo — antes da decisão de seguir ou não, com premissas explícitas em vez de intuição.
Governança e sucessão
- Conselho consultivo
- Composição, pauta e o que passa a subir ao fórum, quando a gestão já tem maturidade e falta um espaço formal de checagem externa.
- Decisão que antecede um acordo entre sócios
- Preparação da decisão da família antes de ela virar cláusula de um acordo entre sócios já redigido por advogado.
- Plano de sucessão executiva
- O mesmo plano da frente de continuidade, contratado como projeto isolado, sem entrar num Advisory de acompanhamento contínuo.
Quando a questão pede um estudo específico ou um projeto pontual de governança e sucessão.
Fronteiras do trabalho
Consultoria de empresa familiar cerca de gente que também presta serviço à empresa. Deixo a divisão explícita desde o primeiro dia, porque fronteira mal desenhada gera cobrança dupla e trabalho perdido.
| Comigo | Com quem já cuida da rotina | Com especialistas independentes |
|---|---|---|
| O que eu conduzo e assino.
| Continua onde está, dentro da empresa ou com o prestador atual.
| Contratação direta da empresa, contrato próprio, responsabilidade do profissional.
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O caminho começa por uma conversa de aderência.
Você conta o que está acontecendo e por que agora; eu digo se o trabalho serve e por onde ele começaria na sua empresa.
A conversa inicial verifica aderência. O Diagnóstico de Gestão e Continuidade é a primeira etapa contratada.